Vagas para negros, indígenas e PNEs em Pós-Graduação



     

MEC criou nova proposta que visa reservar vagas para negros, pardos, indígenas e PNEs em cursos de Mestrado e Doutorado, além de programas de mobilidade internacional.

A política de inclusão por meio de cotas está chegando também à pós-graduação. Após ser aprovada por lei para todas as universidades do país, a implementação da reserva de vagas para negros, pardos, indígenas e portadores de necessidades especiais está sendo proposta também para os cursos de mestrado e doutorado. A proposta foi feita pelo Ministério da Educação, que criou um grupo de trabalho para estudar as possibilidades de implementação da proposta.  A medida foi publicada no Diário Oficial da União do dia 15 de setembro, através de uma portaria.

A portaria também prevê incluir esse grupo de estudantes em programas de mobilidade internacional. O prazo para conclusão das atividades do grupo de trabalho que estuda as propostas é de quatro meses.

O grupo será formado por representantes do MEC, por representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e também por organizações como o Fórum Nacional de Educação Inclusiva, a Comissão Nacional da Educação Indígena, a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, a Associação Nacional de Pós-Graduando e a Educafro. A coordenação do grupo ficará sob responsabilidade da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), vinculada ao MEC.





A política de inclusão dessas minorias também aos níveis de pós-graduação é uma discussão antiga, desde que o programa de cotas para o ensino superior foi criado. Com a crescente demanda de formados negros, estes muitas vezes não têm espaço no ingresso aos níveis de pós-graduação, que muitas vezes possuem etapas consideradas discriminatórias, como as entrevistas. A criação de cotas garantiria o acesso dessas minorias ao ensino de pós-graduação, e um consequente aumento de pesquisadores negros, indígenas e PNE, que poderiam desenvolver pesquisas voltadas à suas necessidades e culturas específicas.

É mais uma iniciativa que prevê uma maior homogeneidade do núcleo pensante do país, e o melhor acesso a todos os níveis da educação.

Por Patrícia Generoso



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